Indigestas

O voto contra a indiferença

Opinião: e se a gente votasse pelo bem ao outro? Na seção Indigestas uma breve reflexão sobre o voto útil de verdade

Eleições Municipais: mais que um exercício obrigatório da cidadania, votar é uma oportunidade de repensar condutas e fazer prosperar a empatia e a compaixão


por Silvia Regina Guimarães


Para o voto ser bom e valer a ida à zona eleitoral, votar não poderia ser um exercício de poder pelo poder, nem tampouco de validação de interesses pessoais. O exercício do voto nos faz lidar com os interesses do outro, aquele presente em comunidades que não são as nossas, com aquilo que faria bem a grupos que estão um pouco mais além das nossas fronteiras, das nossas óbvias aceitações, das nossas particulares experiências. As vidas são diversas e as dificuldades em viver também. E deveríamos considerá-las para fazer um bom voto.

Na franja da demagogia, que em tempos atuais acaba conseguindo conduzir as massas com a produção de promessas terríveis que serão cumpridas, já que os sórdidos o são, declaradamente, e não têm feito muito esforço para esconder seus loucos desejos de poder, devemos em tempos de eleição buscar a solidez dos discursos mais decentes, que nos falem mais à alma e prometam mais produção à serviço daquele que não somos nós. Isso nos traria uma busca por compreensões e perspectivas mais ampliadas, num comprometimento com a sociedade.

O dever aí exercido é o de requerer ao posto público aquele que melhor elaborar saídas e conseguir mostrar que percebe como dar conta das mudanças necessárias para uma vida melhor, generalizadamente.

Com um voto pensado para fazer bem ao geral, no geral, faríamos bem a nós mesmos.


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