Indigestas de Outubro: Não antes de pensar

17/10/2010 – Democracia e informação
Marilena Chaui grava depoimento para a campanha petista e analisa os dois polos que requerem os próximos 4 anos da presidência. Em quatro partes e cerca de 12 minutos, ela discute a continuidade da democracia e o serviço de desinformação que acomete a campanha 2010. (Vídeos publicados em: dilma13.com.br |13/10/2010)


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Chico Buarque e Eric Nepomuceno14/10/2010 – A desqualificação dos votantes petistas terá fim com o manifesto de apoio à candidatura de Dilma iniciado por reconhecidos intelectuais?

 

Leonardo Boff, Chico Buarque, Fernando Morais, Emir Sader e Eric Nepumuceno lideram o MANIFESTO DE ARTISTAS E INTELECTUAIS PRO DILMA. A ação parece colocar em xeque as “conclusões” que definem a qualidade do voto de quem apóia a candidata, neste segundo turno. Segundo a grande mídia, quem vota 13 tem, além de baixa renda, baixa escolaridade, coisas que desmantelariam a capacidade de discernimento de qualquer cidadão não pertencente às elites (econômicas ou intelectuais) de votar certo.

Abaixo a reprodução do manifesto, FYI:

MANIFESTO DE ARTISTAS E INTELECTUAIS PRO DILMA

Nós, que no primeiro turno votamos em distintos candidatos e em diferentes partidos, nos unimos  para apoiar Dilma Rousseff.  Fazemos isso por sentir que é nosso dever somar forças para garantir os avanços alcançados. Para prosseguirmos juntos na construção de um país capaz de um crescimento econômico que signifique desenvolvimento para todos, que preserve os bens e serviços da natureza, um país socialmente justo, que continue acelerando a inclusão social, que consolide, soberano, sua nova posição no cenário internacional.

Um país que priorize a educação, a cultura, a sustentabilidade, a erradicação da miséria e da desiguladade social. Um país que preserve sua dignidade reconquistada.

Entendemos que essas são condições essenciais para que seja possível atender às necessidades básicas do povo, fortalecer a cidadania, assegurar a cada brasileiro seus direitos fundamentais.

Entendemos que é essencial seguir reconstruindo o Estado, para garantir o desenvolvimento sustentável, com justiça social e projeção de uma política externa soberana e solidária.

Entendemos que, muito mais que uma candidatura, o que está em jogo é o que foi conquistado.

Por tudo isso, declaramos, em conjunto, o apoio a Dilma Rousseff. É hora de unir nossas forças no segundo turno para garantir as conquistas e continuarmos na direção de uma sociedade justa, solidária e soberana.

Leonardo Boff
Chico Buarque
Fernando Morais
Emir Sader
Eric Nepumuceno

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As contradições da imprensa livre e contra a censura

No dia 6 de outubro a psicanalista Maria Rita Kehl foi demitida do jornal O Estado de S. Paulo sob alegação de delito de opinião. Um órgão de imprensa que alega estar sob censura, e reclama diretamente do que seria uma postura sancionadora do governo Lula, censurou uma de suas articulistas por dar uma opinião contrária à sua com demissão. Por defender a legitimidade do voto dos cidadãos que tiveram suas condições de vida melhoradas com o programa Bolsa Família, e suas capacidades de discernir sobre o que é melhor para o país, a psicanalista foi mais um motivo de críticas ao modo como a grande imprensa vem se comportando nestas eleições. Leia o artigo completo em Carta Capital ou em Escrevinhador.

 

 

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 Comparações indigestas (que caem bem e caem mal dependo do ponto de vista)

De forma bem humorada e criativa, Bruno O. Barros, doutorando em design pela PUC-Rio, põe na balança os governos FHC e Lula no site Ilustre Bob (http://ilustrebob.com.br) que, além de sua multifacetada produção, exibe colorindo e ilustrando detalhes políticos para quem só entende com desenhos.

 Hipocrisia: precisamos dela para viver?

Quando o assunto é aborto, o necessário é entender o que significa respeitar a vida. Pensar sobre esse direito ou esse crime não mata nem ofende ninguém. Por isso, abaixo, algumas perguntas que devem ser feitas:

Segundo reportagem publicada on-line pela Revista Veja,  dia 23/01/2009, “Aborto é uma realidade nos consultórios médicos”, com dados não oficiais “os especialistas admitem que sejam realizados anualmente cerca de um milhão de abortos clandestinos no Brasil. As complicações decorrentes de abortos malfeitos, sem condições de higiene ou segurança, representam a quarta causa de morte materna. Cerca de 200.000 mulheres morrem em conseqüência de hemorragias e infecções. O cenário foi bem pior em um passado não muito distante. Na década de 80, os abortos clandestinos podem ter chegado a 4 milhões por ano.”

Se ficasse grávida (inconsequentemente ou não):

1) gostaria de poder abortar com a ajuda do governo, com a segurança das boas práticas médicas?
2) por conta de um estupro, seria capaz de amar o filho de tal violência ou preferiria poder abortar?
3) e descobrisse durante o pré-natal que há um problema grave com a saúde de seu bebê, gostaria de ter a opção de interromper a gravidez?
4) a sua filha menor de idade, gostaria que ela tivesse a opção de decidir sobre a continuidade da gravidez não desejada?
5) a sua mulher, namorada ou amante, gostaria de poder decidir junto a ela sobre a continuidade da gravidez?
6) uma garota de rua, envolvida com drogas ou sobrevivente de qualquer outra péssima condição de vida, que se decidisse pelo aborto, deveria ter o procedimento assistido por médicos qualificados e trabalhando legalmente ou não?

Quando o aborto é permitido no Brasil ?
O artigo 128 do Código Penal dispõe que não se pune o crime de aborto nas seguintes hipóteses:

1ª. quando não há outro meio para salvar a vida da mãe;
2ª. quando a gravidez resulta de estupro.

Em 19 de maio de 2010, foi aprovado pela Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados o Estatuto do Nascituro, que visa proibir o aborto em todas as circunstâncias, afastando inclusive os casos de aborto sentimental.