A fuga das dicotomias

É incrível como as pessoas, ao menos em uma massa expressiva, gostam de ser uma coisa ou outra, precisam ser, aprendem a ser. Este dogmatismo inflexível faz com que a ideologia do ser isto ou aquilo feche o indivíduo em uma crença desalojada das realidades que o circundam.
Ser dicotômico acabaria por tornar qualquer possibilidade de felicidade em um isolamento infeliz, onde os gostos são abandonados por uma auto-afirmação segura, não sendo mais preciso correr o risco do experimentar o novo ou re-experimentar o que já se conhece.
Ora, caro (a) amigo (a) leitor (a), experimentar é preciso. Aceitar uma única vertente, de seja lá o que for, é submeter-se a uma opressão qualquer. Seres humanos são plurais, não devem se deixar persuadir ou enganar. Devem ser e sentir a partir da crítica constante de cada ato ou sentido desferido ou receptado.
Numa luta sincera e atenta às ilusões de toda ideologia, identidade, interesses políticos ou discursos de poder, Gostonomia discute, em alguns níveis, a pluralidade do devir, do sentir, crendo que é possível emancipar-se e aproveitar a experiência.
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O gosto bom acontece por você estar aí. Obrigada por estar!
Abraço,
Silvia Regina
Editora
editoria@gostonomia.com.br
Conversa com os leitores
- Este mês, a organização da revista tentará mover o calendário de atualizações para o início dos meses e não mais ao final deles, como fizemos nas primeiras duas edições. O tempo é corrido e com as novas colaborações que estamos recebendo seria justo mantermos um calendário mais estável. Desta forma, não perdemos a edição de abril, apenas ganhamos uma a mais em dezembro.
- Temos recebido incentivos muito felizes dos leitores por e-mail. Obrigada a todos que nos escrevem secretamente. Contudo, participem da revista exibindo estes comentários tão interessantes diretamente nas seções as quais eles se destinam. Seria maravilhoso poder exibir todas essas contribuições.
