Editorial: Tomando rumo

Quando as coisas parecem fora de rumo, talvez estejamos no caminho certo: este é um bom pensamento no momento da dúvida, da insegurança. Talvez com ele o próximo passo seja dado.

Não por acaso, essa ideia surge no mês da mulher, reforçando a reflexão involuntária sobre a atitude de representantes do gênero que nos fizeram ganhar um dia internacionalmente comemorado.

Em meio aos botões de rosa que chegam às nossas mãos, de unhas nem sempre feitas, vindos dos lugares mais impessoais e previsíveis, é possível pensar que o comportamento de um grupo, quando se descentraliza, pode transformar outros tantos, de ordens variadas. Transformações, assim, seriam inspiradas pela admiração à força e à coragem, que, em alguma medida, na história das lutas, nos faz entender que, com tal espírito, pode-se muito, mas não tudo e, ao mesmo tempo nada contra a fatalidade.

E o que é o fatal? Por qualquer desambiguação, estaríamos falando sobre o inesperado, o acidental, o que chega sem pedir licença ou se anunciar com antecedência.

Tomar um rumo, seguir um caminho, portanto, não é tentar domar o acidente, na expectativa de programá-lo, mas, sim, abandonar-se ao acaso só para ver onde dá. Se nada der certo, havendo chance, talvez se possa recomeçar, em nome da resistência.

Muito além do início de março, seguimos num plano de calmaria, desfrutando de prazeres simples, como a vida deveria ser, para que em algum momento, ao menos, possamos ser felizes, de verdade.

O contato com a água, com gente inteligente, lugares estimulantes, e observações críticas, talvez sejam trilhas para períodos de boas sensações em sermos quem somos quando compartilhamos algo de bom com alguém.

Participe, envie reflexões, sugestões de pautas e comentários.

Só tem gosto se você estiver aí.

Obrigada por estar.

Abraços,

Silvia Regina

Editora