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Perguntas da vida

por Silvia Regina

Sentada sob a lua cheia, a vida parece persistir sem fazer  força. Não seria estranho viver a si mesma sem ter que? Talvez fosse simplesmente bom. Será que traria culpa viver assim, sem culpa, sem medo, sem buscar um caminho? Como seria a vida sem exigências, pensou sobre si mesma, e continuou. Por que é necessário correr sempre atrás de si, disso, daquilo, daqueles, de porquês, de sentidos? Melhor seria não ser, pelo menos assim as questões não viriam assombrando sem respostas. Onde está a vida? Em que ponto? Em que momento? Fim, começo ou meio? Se fosse fim, pensou, e se soubesse sobre seu término, a preocupação acabaria. Se fosse meio, talvez se tivesse a possibilidade da dedução do fim. E se a certeza fosse de estar vivendo apenas o começo de tudo, quantas oportunidades ainda se fariam. Uma esperança estaria viva na mente atenta em não percorrer as mesmas trilhas. Os caminhos seriam outros. Entendeu que ela seria outra, completamente diferente do que havia sido até então. E que vida seria essa? E quem seria essa vida?

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